segunda-feira, 28 de maio de 2012

Eu que fiz - parte 1: lágrimas de alegria

Eu não tenho muitos talentos manuais, então não me aventuro a fazer muita coisa, para não procurar sarna. Mas quando vejo um passo a passo que parece fácil, vou lá e me aventuro. Para o casamento, fiz algumas coisas, outras eu comprei as partes e montei da forma que eu queria. 

Os lencinhos de lágrimas de alegria eu descobri nos blogs. Acho muito simpático (e tudo mundo aproveita, eu mesma quase sempre choro em casamentos!), um mimo que agrada e é útil. Já vi vários modelos, mas o que eu mais gosto é aquele envolvido em papel vegetal. Quando eu vi o passo a passo do blog Noivinha Ansiosa, não tive dúvidas: era aquele o meu modelo! Mas, como eu sou muito rebelde, tive que fazer umas modificações.

Quem der uma olhada no PAP do Noivinha Ansiosa vai ver que ela primeiro corta a folha vegetal A4 ao meio e depois apara as sobras. Para cortar uma vez só, eu medi o comprimento dos lencinhos e já cortei no tamanho, com estilete, sem dobrar a folha. Assim, com o auxílio de uma régua de metal, eu cortava vários de uma vez, já na medida. Para fechar o papel vegetal, usei cola em bastão mesmo. Faz menos sujeira e não mancha o papel. Fica bem colado, acho que não precisa ser cola instantânea. Para garantir, passei cola em todo o comprimento do pacotinho, não só um pingo, como se faz com a instantânea. 

Outra coisa que eu alterei foi a quantidade de lencinhos em cada pacote. No original, ela faz com apenas um lencinho. Eu coloquei meio pacote, ou seja, cinco lencinhos de folha tripla, para poder chorar à vontade. Assim o pacotinho ficou "gordinho", eu gosto mais assim. Para acentuar o aspecto gordinho, não dobrei as laterais. E também mudei o laço, do chanel para o tradicional, com fita de beiradas douradas. Por isso, não precisei colar o laço.

Agora é que eu percebi o tanto de coisas que mudei do PAP original! Fui fazendo e colocando numa caixinha, para que ficassem bem acomodados no transporte.

Montados, na caixa, ainda sem o laço: dá para ver bem como ficaram gordinhos!

Para a tag, comprei papel com textura telado branco,  gramatura 180 (para se ter uma ideia, o papel de uso comum tem 75 g/m2) e imprimi em casa mesmo, com a mesma fonte usada em toda a papelaria. Como daria muito trabalho para furar direitinho todas as tags, colei a pontinha (com a mesma cola em bastão) no papel vegetal e encaixei o laço por cima.

Se eu tivesse tempo, teria feito para todos os meus convidados, fica bem barato. Mas não teve jeito: fiz só para os padrinhos e madrinhas (8 pessoas no total) e os familiares mais próximos, como nossos pais e irmãos (no fim, acho que consegui fazer trinta e seis). Levei tudo para a minha cerimonialista dois dias antes e ela se encarregou de distribuir. Eu gostei muito do resultado, ficou delicado, simples e discreto. 

Resultado final



Em tempo:

Confira no blog Agora vamos casar, da Rebeca, o sorteio fantástico que ela está organizando, junto com o marido, o fotógrafo Raoní Aguiar (eu já vi algumas fotos e dá para perceber que ele é muito talentoso!):

SORTEIO DE ENSAIO FOTOGRÁFICO COM RAONÍ AGUIAR FOTOGRAFIA

SORTEIO DE ENSAIO FOTOGRÁFICO COM RAONÍ AGUIAR FOTOGRAFIA


quarta-feira, 23 de maio de 2012

O nosso site

Nosso site foi feito com muito carinho. Eu acho os sites de casamentos feitos por empresas (como icasei, por exemplo) muito padronizados. São práticos, pois os modelos são bem simples, mas também não se pode mudar muita coisa. Eu já trabalhei um pouco (há muitos anos) com sites e queria fazer uma coisa bem diferente, bem do nosso jeito, que já desse um clima do casamento. 

Nas minhas buscas, descobri o wix, que tem uma plataforma gostosa de trabalhar e muito intuitiva. Já vi alguns sites de casamento feitos com o wix e todos são lindos. Especialmente o da Pri, do blog Respirando Casamento, que me inspirou muito. 

A ideia era algo de aparência leve e delicada, com alguns elementos da identidade visual, como as fontes e o monograma (que merece uma postagem especial). E o resultado foi este: 




terça-feira, 22 de maio de 2012

Ensaio

Ensaiar para o casamento não é uma unanimidade. Tem gente que gosta e tem gente que detesta. Eu, conhecendo nossas famílias, achei melhor ensaiar. Acredito que o ensaio não rouba nada da emoção do momento, aliás, o casamento é um momento tão único que nada poderia diminuir a emoção. A ideia do ensaio é deixar todos mais à vontade em relação a certos detalhes. Não acho que tudo precise ser milimetricamente coreografado, mas deixar acertadas as posições e alguns gestos pode ajudar muito.

O nosso ensaio foi bem inusitado. Como moramos longe, não tivemos muito tempo disponível para o ensaio. E, para melhorar, nós nos casamos uma semana depois da Páscoa. Em alguns lugares isso pode não fazer a menor diferença, mas a nossa cidade é extemamente religiosa e celebra com fervor a Semana Santa. Resultado: nenhuma igreja na cidade tinha disponibilidade para que pudéssemos ensaiar. A igreja do nosso casamento, então, estava totalmente devotada às celebrações e visitas da Semana Santa.

A solução foi fazer o ensaio na garagem da nossa cerimonialista. E aí a gente vê a importância da cerimonialista conhecer bem o local. Fomos apenas nós e nossos pais. Meus pais já deixaram escorrer uma lagriminha no ensaio. A cerimonialista nos explicou toda a sequência, posições e tradições. Vimos a minha posição em relação ao meu pai, eu queria uma posição específica. Em seguida, fomos todos para a igreja, que estava aberta para visitação. A igreja estava bem cheia, mas conseguimos ver bem as distâncias e lugares. Pena que não tiramos fotos...

Eu aconselharia a sempre fazer o ensaio. Na hora, não tivemos dúvidas e pudemos curtir toda a emoção que nos invadiu. Para que se tenha uma ideia, a foto dá uma boa noção da amplitude da igreja (não é das maiores que vemos por aí, mas é bem ampla).

Continuo amando cada detalhe...



segunda-feira, 21 de maio de 2012

Sobre a verdade e a humildade

Desde cedo, nós (ou alguns de nós) aprendemos que se deve dizer sempre a verdade. Lição tão simples e tão complicada ao mesmo tempo. Dizer a verdade não é fácil, mas esse ideal deve ser sempre buscado, principalmente nas nossas relações profissionais, mas também nos detalhes mais íntimos. 

Quando estive em Buenos Aires, assisti a uma missa na catedral de lá. E o padre falou algo tão bonito sobre a verdade, que me marcou profundamente. Ele fez uma distinção entre falar a verdade e dizer o que se pensa. Porque nem sempre aquilo que a gente pensa é a verdade. Eu posso achar mil coisas, mas o que eu acho pode ser apenas meu, e não a verdade. Então, dizer o que se pensa  não é necessariamente uma virtude. Pode ser, sim, um grave defeito. 

Com isso eu comecei a refletir sobre quem se diz muito sincero e, no fundo, só é mesmo muito mal educado. Eu não acho que seja preciso dizer a alguém eu não me interesso por isso que você está falando, ou então eu não gostei do seu presente (eu já vi adulto fazendo isso). Para mim, isso é simples falta de educação confundida com sinceridade. 

Porém, sobre fatos, é sempre de bom tom falar a verdade. Já dizia o ditado popular das pernas da mentira. Se você errou, mesmo que seja num detalhe, peça desculpas. Isso é um ato de tamanha grandeza que pode trazer muito mais admiração que simplesmente inventar uma desculpa. 

Um dos meus fornecedores quis que eu acreditasse numa desculpa bem estranha. Tudo bem, o contrato definia a obrigação e essa foi muito bem cumprida. Mas alguns detalhes podem causar uma impressão diferente, muito bom é diferente de um sonho. E foi isso que aconteceu. O  relacionamento pós venda ficou comprometido. Em lugar de me escrever pedindo desculpas logo que o fato aconteceu (não foi com nada do casamento, não se desesperem, leitoras! O problema foi uma perda de arquivos, nada importante), esse fornecedor quis dar uma desculpa e se esquivar, e foi me contatar mais de um mês depois. Tivesse ele contado a verdade logo  eu teria ficado triste, mas não seria nada mais. Não pedir desculpas por uma falha, seja ela no detalhe a mais, no diferencial, pode evidenciar muitos defeitos. Uma pena ele não saber que a verdade é o melhor caminho. 


quarta-feira, 16 de maio de 2012

Fiquei doente

Logo no começo dos preparativos do casamento, assumi o compromisso comigo mesma e com meu amor de não me estressar com nada. Já escrevi sobre isso várias vezes e acredito que vale a pena fazer um esforço para manter a calma e o foco. Mesmo quando alguma coisa dava errado, eu respirava fundo e seguia em frente, com uma exceção talvez para a lista de convidados que cresceu muito com os convites já prontos e subscritados. Ainda bem que tínhamos uma margem de segurança, mas usamos tudo, sobraram só dois em branco, porque fiz questão de guardar. 

Logo no começo também comecei a tomar passiflora, para dar conta de tudo e ficar calma, ainda que seja efeito placebo. E assim fui uma noiva tranquila e organizada. Mas, mesmo me sentindo tranquila, comecei a ficar doente um pouco antes do casamento. Primeiro, uma virose que me fez ficar grudada na cama, com febre e muita dor de cabeça. Já logo meu amor ligou para o meu médico e, depois de explicados os sintomas, deu um diagnóstico e disse que melhoraria em poucos dias. 

Foi só melhorar da virose que tive torcicolo! Nem sei explicar essa minha relação com torcicolo, a primeira vez que tive eu não tinha nem nove anos de idade, acho que é uma válvula de escape do meu corpo. Doía muito e eu detesto ficar doente (e quem é que gosta?). A bolsa de água quente, que sempre fez melhorar o torcicolo, não estava adiantando nada. A primeira receita do meu médico foi um remédio ao qual eu tenho alergia e ele se esqueceu. Sou muito atenta a isso e nem cheguei a tomar o remédio. Ele então trocou o remédio por outro, mas que me dava muito, muito sono. Eu, elétrica que sou, estava uma preguiça só. 

Véspera do casamento e nada de eu melhorar. Eu já tinha entregado para Deus, se fosse para casar com torcicolo, fazer o quê? Deixar de casar eu não deixaria! Mas estava preocupada com o sapato, pois, acreditem, o salto agrava o meu torcicolo. O plano B de trocar por uma sapatilha na festa estava todo prontinho. E não é que no dia do casamento eu já acordei bem melhor? A dor foi passando ao longo do dia e à tarde, no salão, eu já não sentia nada. No meu caso, valeu aquela expressão popular: quando casar, sara! 
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